Já estou cansada das tuas desculpas esfarrapadas, dos teus medos e ângústias que só servem para me lixar.
Dei-te vezes de mais o benefício da dúvida. Fiz o meu e o teu trabalho, dei-te o meu ombro para chorar e fiz pior, chorei contigo.
Tomei as tuas dores e defendi-te como uma mãe leoa defende uma cria. Dei-te o melhor de mim, sabias que podias sempre contar comigo, que eu faria qualquer coisa para te desenrascar.
Fui tua amiga.
Dei-te a mão e percorri contigo o caminho, às vezes tão complicado, da vida. Ajudei-te a superar os teus obstáculos, sorri e alegrei-me com as tuas vitórias, que genuinamente senti também minhas e magooei-me com as tuas derrotas.
Quando eu precisei de ti, quando eu mais precisei não estavas lá. Num acto de cobardia metes-te o rabinho entre as pernas e fugis-te.
Por isso alegro-me, porque estou livre! Porque a partir de agora pude deixar-te ir.
Arranja outro hospedeiro, que este cansou-se da tua parasitagem!

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